Clonando cartão SD e editando o arquivo imagem para gravação em cartões menores – Exemplo de uso: Raspberry

Quando se faz necessário a cópia de um cartão com sistema operacional (com boot) é necessário realizar um processo de clonagem; este processo somente pode ser realizado para cartões de mesmo tamanho ou superior.

Abaixo descrevo os passos para adequar um arquivo de imagem clonado para tamanhos menores. Fonte de pesquisa:  canal do youtube – Dušan Ogrizović

Passo 1: Clonar o cartão no HD

Criar um diretório para os arquivos de imagem

mkdir sd-image

Entrar no diretório

cd sd-image

Verificar o nome do cartão com o comando lsblk, a saída deverá ser algo do tipo:

NAME        MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda           8:0    0 931,5G  0 disk 
├─sda4        8:4    0   9,3G  0 part [SWAP]
├─sda2        8:2    0    37G  0 part /
├─sda3        8:3    0 884,8G  0 part /home
└─sda1        8:1    0   512M  0 part /boot/efi
mmcblk0     179:0    0   7,4G  0 disk 
├─mmcblk0p2 179:2    0     1K  0 part 
├─mmcblk0p7 179:7    0     6G  0 part /media/xxx
├─mmcblk0p5 179:5    0    32M  0 part /media/yyyy
├─mmcblk0p1 179:1    0   1,2G  0 part 
└─mmcblk0p6 179:6    0    63M  0 part /media/boot

Gravar a imagem do SD no HD, utilizando o comando dd

sudo dd bs=4M if=/dev/mmcblk0 of=SD-image.img

Este processo poderá levar horas, dependendo da velocidade do cartão.

Passo 2: Editar a imagem do SD

Para ser possível editar o tamanho das partições da imagem será necessário associar o arquivo a um dispositivo do tipo loop (pseudo-dispositivo, usado em sistemas linux para permitir acesso como um dispositivo de bloco).

Associar o arquivo ao dispositivo /dev/loop0

sudo losetup /dev/loop0 SD-image.img

Informar ao sistema operacional a mudança na tabela de partições:

sudo partprobe /dev/loop0

Editar a imagem

Poderá ser feito por quaisquer meios, como sugestão o gparted.

sudo gparted /dev/loop0

Desmontar o dispositivo /dev/loop0:

sudo losetup -d /dev/loop0

Listar a tabela de partições da imagem

sudo fdisk -l SD-image.img
Disk SD-image.img: 15 GiB, 16156459008 bytes, 31555584 sectors
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0x0000d60b
Dispositivo  Inicializar   Start      Fim  Setores   Size Id Tipo
SD-image.img1                8192  2427734  2419543   1,2G  e FAT16 W95 (LBA)
SD-image.img2             2430976  15261695 12830720  6,1G  5 Estendida
SD-image.img5             2433024  2498557    65534   32M   83 Linux
SD-image.img6             2498560  2627583   129024   63M   c W95 FAT32 (LBA)
SD-image.img7             2629632  15258453 12628822  6G 83 Linux

Localizar o maior número do final de bloco

Neste exemplo: 15261695.

Redimensione a imagem

sudo truncate --size=$[(15261695+1)*512] rasp-dd.img

Como a contagem dos blocos começa com 0 é necessário adicionar 1.

Verifique o tamanho da nova imagem

ls -lh

Passo 3: Clonar o arquivo imagem no cartão SD

Copiar a imagem em um cartão SD de tamanho compatível

sudo dd bs=4M if=SD-image.img of=/dev/mmcblk

Este processo poderá levar horas, dependendo da velocidade do cartão.

Passo 4: Redimensionar as partições no cartão SD

Finalmente, é possível usar o gparted para redimensionar diretamente no cartão as partições para otimizar o espaço.

Espero que seja útil!

Lançado kernell 4.6

specim_2013190610481.jpg

Com o codinome de “Charred weasel” ou Doninha carbonizada em português, Linus Torvalds lançou no último dia 15 o novo kernell do linux (4.6). Dentre as novidades, temos:

  • Sistema de arquivo OrangeFS;
  • Atualizações de drivers;
  • Atualizações de arquitetura para ARM e ARM64, X86, PowerPC (PPC), s390, Xtensa e m68k;

Para saber mais:

http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=Linux-4.6-Kernel-Features, http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=Linux-4.6-Released,  http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=linux-46-features&num=1.

 

Ah, a foto acima é da tal da doninha!

Até mais ver.

 

Trilha sonora do filme “O cangaceiro” de 1953

Compacto raro do filme “O cangaceiro”, lançado pela RCA Victor com o número: LCD-1036.

Faixas:

A.1. MULHER RENDEIRA (Tradicional) Coro Mixto

A.2. LUA BONITA (Zé do Norte/Zé Martins) Zé do Norte

B.1. SODADE, MEU BEM, SODADE (Zé do Norte) Vanja Orico

B.2. MEU PINHÃO (Zé do Norte) Zé do Norte

 

Frente:

Frente

Verso:

Verso

Sobre o filme: O Cangaceiro é um filme brasileiro de 1953 escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos criados por Rachel de Queiroz.

O Cangaceiro foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo e considerado o melhor filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, sua história se inspirava na lendária figura de Lampião.

O Cangaceiro ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes. A música Mulher Rendeira é interpretada pela também atriz Vanja Orico acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa [2] [3] . O sucesso em Cannes levou o filme para mais de 80 países e ele foi vendido para a Columbia Pictures. Só na França, ficou cinco anos em cartaz. Durante as gravações, os Demônios da Garoa conheceram o compositor Adoniran Barbosa.

O filme foi rodado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo. Segundo o diretor, a paisagem da cidade se parecia muito com a nordestina. (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Cangaceiro)

Até mais ver,

Acetato do grupo Vocalistas Orientais gravado em 27/05/1951 na Ceará Rádio Clube – PRE-9

Compartilho hoje Acetato do grupo Vocalistas Orientais gravado em 27/05/1951 na Ceará Rádio Clube – PRE-9. Não consegui recuperar os dois lados porque o acetato estava em péssimas condições.

http://minhateca.com.br/falexandresilva/M*c3*basicas/Acetato/Acetato-18-Vocalistas+orientais-Baiana-270551,725111484.mp3(audio)

Abaixo segue especial para o caderno 3 do jornal diário do nordeste do pesquisador Nirez. Neste especial temos um ótimo resumo destes grupos cearenses. Matéria original: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/caderno-3/no-tempo-dos-vocalistas-1.625110#email

O primeiro conjunto vocal brasileiro foi o “Bando da Lua”, de fraca vocalização. Era mais um coro. Logo surgiram os “Anjos do Inferno”, já com uma boa vocalização, passando a influenciar nacionalmente os artistas em todos os estados.

No Rio de Janeiro, apareceu em 1941 um grupo de cinco estudantes cearenses com o nome de “Bando Cearense”, que, vindo ao Ceará pela primeira vez ainda naquele ano, foi rebatizado pelo jornalista Demócrito Rocha de “Quatro Ases e Um Melé”, já que o pandeirista era apelidado Melé desde os tempos em que jogava futebol. Ao voltarem para o Rio, passaram a chamar-se “Quatro Ases e Um Coringa”, pois no Sul não se conhece o termo “Melé”.

Em Fortaleza, oriundo do “Conjunto Liceal”, surgiu outro grupo, “Vocalistas Tropicais”, também em 1941, liderado por José Eduardo Ribeiro Pamplona. Além dele faziam parte do grupo José Artur de Carvalho, Leto Cordeiro, Nilo Xavier da Mota, Esdras Falcão Guimarães “Pijuca”, Paulo Sucupira, Vicente Ferreira da Silva e Paulo de Tarso. Apresentavam-se na Ceará Rádio Clube (PRE-9), com repertório de autoria de Lauro Maia, José Artur de Carvalho, Aleardo Freitas, Milton Moreira, José Jatahy etc.
Após algumas excursões por estados vizinhos, os “Vocalistas Tropicais”, já com alterações na sua formação, foram à Bahia a caminho da então Capital Federal, o Rio de Janeiro, onde apresentaram-se na Rádio Sociedade, no Hotel Cassino Central e no Cassino Tabariz. De lá seguiram para o Rio de Janeiro juntamente com o cantor Gilberto Milfont, que fazia também temporada em Salvador.

Os “Vocalistas Tropicais” chegaram ao Rio de Janeiro no dia 1º de janeiro de 1946, estreando no dia 4 na Rádio Tupi e no Cassino Balneário Atlântico. Em seguida participaram do filme nacional “Caídos do Céu” e assinam contrato com a gravadora Odeon, onde fazem o primeiro disco com duas músicas: “Papai, Mamãe, Você e Eu”, fox de Paulo Sucupira, e “Tão Fácil, Tão Bom”, balanceio de Lauro Maia.

Com o fechamento dos cassinos em 1946, houve desemprego para muitos artistas, o que desencantou Paulo Sucupira, que era noivo em Fortaleza e regressou para casar, assumindo seu posto o pernambucano Arlindo Borges, saído do “Conjunto Tocantins”.
Os “Vocalistas Tropicais” gravaram muitas músicas de sucesso nacional, como “A Maior Maria”, de Waldemar Ressurreição e Gerôncio Cardoso; “Turma do Funil”, de Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro; “Coitadinho do Papai”, gravado com Marlene, de Henrique de Almeida e M. Garcez; “Jacarepaguá”, de Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto; “Maricota é a Tal”, de Aleardo Freitas; “Daqui Não Saio”, de Paquito e Romeu Gentil; “Tomara Que Chova”, de Paquito e Romeu Gentil; “Maior Que o Ódio”, de José Messias e Paulo Marques, e “A Voz do Morro”, de Zequeti.

Participaram ainda do filme “Carnaval no Fogo”. Vários outros conjuntos de importância teve o Ceará, como o “Trio Cearense”, “Trio Nagô”, os “Trovadores do Luar”, os “Milionários do Ar”, os “Acadêmicos do Ritmo”, o “Trio Guarani”, os “Vocalistas Orientais”, as “Três Marias”, os “Ases do Havaí”, o “Trio Jangada”, o “Sexteto Tupi”, os “Cangaceiros do Ritmo” etc.
Pode ser considerado a base de tudo o “Conjunto Liceal”, que teve várias formações ao longo dos anos, mas que em sua principal fase, nos anos finais da década de 30, tinha a formação: Valnir Chagas, flautista (depois grande educador); Esdras Falcão Guimarães “Pijuca”, cavaquinho, (depois foi violonista dos “Quatro Ases”); Danúbio Barbosa Lima, tamborim (depois tocou tantã nos “Vocalistas”); Olavo Cordeiro “Leto”, pandeiro; Maria Laura Santiago “Luri”, cantora; José Júlio Coaci, violonista; La Corderi Ribeiro, violonista; Francisco da Costa Gadelha, bandolinista (depois foi médico).

Dos conjuntos vocais cearenses, o mais representativo e que mais se aproximou do Conjunto Liceal foi sem dúvida os Vocalistas Tropicais.

Oscarito – Carnaval – 049 – 78 rpm de 1950.

Um dos poucos discos gravados por Oscarito (https://en.wikipedia.org/wiki/Oscarito). Reedição do disco da Star de 1949, lançado pelo selo Carnaval em 1950. A música “Greve no Harém” contava a história de um político famoso na época, segue abaixo trecho da letra:

“Constantinopla
Estão em greve as odaliscas do Pachá
Constantinopla
Foi só porque o seu Barreto andou por lá (2x)

O tal Pachá Barrigudão,
Esquisitão não dá no couro não
Pro seu Barreto foi de colher
Bancando gostoso no meio de tanta mulher”

Até mais ver,